Não sei o que se passa com você. Antes tão amigo, tão solidário, tão prestativo em me atender, agora seu comportamento me causa estranheza. O que houve? não mais podemos dialogar? Basta eu me sentar a seu lado e v ocê trava, se fecha num mutismo ,não se mostra aberto aos meus problemas e fico as vezes minutos infindos à espera de que ajanela aclhedora se abra ao meu convite.
Eu já me acostumei com as nossas conversas;se bem que não são diárias mas elas me fazem um grande bem. Sinto muito a sua falta quando não podemos estar um a frente do outro. Engraçado! a gente fica tão apegada a esta máquina que até parece que o mundo pára quando ela não responde aos nossos dedos tamborilando o teclado. É incrível como uma máquina consegue escravizar o homem,ao ponto de não podermos passar sem ela. Será que você está envelhecendo e pensando em aposentar-se? Já levamos várias vezes ao "médico" e cada vez que volta mostra-se pior. Vamos fazer o seguinte: vou deixá-la descansando por uns tempos, enquanto isso procurarei os serviços do seu irmão mais novo. Se bem que ele também as vezes se mostra ranzinza e não quer nos atender. Então está feita a proposta:descanse meu amigo, vou deixá-lo em paz.
2 comentários:
Vó!!
É exatamente como me sinto quando não funciona o computador.. que coisa, né? Viramos mesmo escravos da máquina, que nos transporta tão fácil, pra qualquer lugar... seja pra são paulo, limeira, barra bonita ou canadá!
Um beijão, vó!!
Dona Janice,
Adorei o texto!
Meu irmão outro dia fez um comentário que não sai da minha cabeça...O homem usa a máquina como exemplo, quando na verdade, ela que foi criada para ser um pouco parecida com o homem.
Nós somos perfeitos...temos pernas, braços, boca e ouvidos, para nos locomovermos e comunicarmos, mas estamos cada vez mais dependentes das máquinas para sobreviver.
Às vezes penso: como será que as pessoas conseguiam marcar encontros sem celular? Simples, elas eram mais pontuais!
Beijos
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