domingo, 29 de março de 2009
LUZ INTERIOR
No silêncio da tarde, pensamentos vão povoando minha mente e relembro a figura de minha velha mãe. Cabelos alvos, fronte enrugada pelo tempo, maõs envelhecidas e rugosas, porém na fala mansa -quanta sabedoria!O olhar já não é mais omesmo, mas diviso em seu interior uma luminescencia que me invade a alma de um conforto inigualável. Quanta luz espalha o olhar daqueles que muito trilharam na vida ! é preciso ver além das marcas profundas de sua pele: ali se encontra o porto seguro , a sombra acolhedora , as palavras que nos dão o rumo certo a tomar . Infelizmente muitos desprezam isso , não conseguem ter um comportamento humano para com o parente , no mais das vezes o relegam ao abandono físico e muitas vezes moral. O velho pai, ou a velha mãe é sempre visto como um impecilho, ou mesmo um estorvo para a familia. Quanta ingratidão! esqueceram da dádiva legada por eles,e se hoje são prósperos, saudáveis e felizes, amanhã também serão vistos da mesma forma por seus filhos. Sim, porque da forma como demonstramos os nossos sentimentos ,assim também os teremos de volta no futuro. Um filho ou parente reconhecido, não será esquecido, renegado . Nas civilizações mais adiantadas o velho é visto como um sábio. É dele sempre a última palavra. A luz interior que ele irradia aquece a todos os demais,até mesmo os indigenas tem na sua cultura a valorização do mais velho. Suas cicatrizes e rugas são vistas como troféus. É preciso deixar sempre acesa a chama do amor filial, leva-la passando de mão em mão a todos os membros da familia. Só assim será resgatado o humano amor à velhice. A sabedoria de vida que advém com a idade é luz que se irradia para aquecer aos mais jovens.
sábado, 28 de março de 2009
UM SONHO MUITO ANTIGO
Fecho os olhos e sonho.... Pela estradinha poeirenta de terra batida vou sendo conduzida. Olho e vejo de cada lado a verde grama que se esparrama, aqui e ali as vezes aparecem florinhas do campo balançando ao vento. Respiro aquele ar puro e diviso a branca casinha ao lado da frondosa mangueira. Nas janelas abertas ao sol da manhã, vasinhos com flores espreitam a paisagem. Abro a porteira de tábuas alvas e entro. Quanta paz existe nessa humilde e acolhedora vivenda! Os móveis rústicos da saleta ,impecavelmente limpos ,me convidam ao descanso após a longa caminhada. Um aroma delicioso de cafèzinho coado, vem da cozinha. A dona da casa ,hospitaleiramente me oferece uma saborosa xícara de café , enquanto saboreio uma fatia do delicioso pão caseiro. Conversa vai, conversa vem, convida-me a visitar os fundos da casa de onde se avista o bem cuidado pomar. Laranjeiras , mangueiras, uma variedade de árvores frutiferas plantadas e cuidadosamente tratadas. Ao nosso redor os animais domésticos vão fazendo festa. Dois cães vira-latas, alguns gatos , e as aves : galinhas, patos e marrecos. Nos fundos do pomar um riacho de águas cristalinas corre por entre as pedras. Me ponho a pensar: existe coisa mais valiosa que viver nesse lugar tão calmo onde se ouve o trinar dos pássaros , o pio da coruja a noitinha, e o perfume dos laranjais em flor que nos delicia os sentidos? Não desejo sair dali e vou ficando... A noite chega e maravilhada contemplo a majestade da lua reinando entre as miriades de estrelas. Como é bela a noite no campo! Quanto silêncio nos invade a alma! Mas ,infelizmente acordo desse sonho e vejo que a realidade é bem diferente. Não tenho essa tão sonhada paz aqui na cidade. Esse é um sonho que acalento, quem sabe um dia poderei ter também uma branca casinha no meio do campo!
quarta-feira, 25 de março de 2009
A DESCIDA
Cheguei no topo da escada, num ponto em que a vida se torna muito frágil e a morte muito próxima.Foram anos e anos para chegar a esse extremo, mas, agora conscientemente ,estou começando a descida. Não será fácil,porém com persistência vou conseguir. Desço devagar, os degraus são numerosos , apoiando-me no corrimão iniciei a tão almejada descida. Mesmo que demore,não importa ,sei que com a ajuda deste anjo que surgiu em minha vida chegarei vitoriosamente ao ponto desejado. Aparando as arestas , arredondando os cantos da vida , sigo confiante. Um dia não muito distante, irei comemorar esta dura batalha que travo todos os dias. É uma guerra solitária, não tenho companheiros de luta, as minhas armas por vezes se tornam frágeis na batalha contra esse impiedoso inimigo. A cada pequenina vitória me alegro e sinto-me mais forte ; sei que ainda há muito pela frente. Foram anos e anos de descaso, deixei que as proporções se avolumassem- agora chega! Sigo na luta incessante e chegarei lá custe o que custar. Uma nova criatura completamente restaurada e rejuvenescida eis o que busco. Que Deus me ajude!
terça-feira, 17 de março de 2009
AH, O MALÉFICO PRECONCEITO....
Mas o que vem a ser na verdade um preconceito? Intolerância, desprezo, inconformismo, e por ai vai uma infinidade de definições para designar essa palavra. Contudo, ninguèm se torna perfeito ou isento de imperfeições por ser preconceituoso.
Geralmente o indivíduo que assim age, tem na maneira de pensar a arrogância , julgando-se superior aos demais . Cada sêr humano é único, responsável por seus atos e modo de vida e desde que não prejudique aos ocomputros, pode fazer o que bem entender . A aceitação de como cada um se comporta , não implica que essa conduta seja boa para nós.
Geralmente o indivíduo que assim age, tem na maneira de pensar a arrogância , julgando-se superior aos demais . Cada sêr humano é único, responsável por seus atos e modo de vida e desde que não prejudique aos ocomputros, pode fazer o que bem entender . A aceitação de como cada um se comporta , não implica que essa conduta seja boa para nós.
quinta-feira, 12 de março de 2009
EU E OS FELINOS
Dentre todos os animais, os que mais admiro são sem duvida os felinos.Gosto de ver seu andar macio, como pisassem em plumas, a pelagem exuberante, a tática excepcional no ataque e também o amor que demonstram pelas crias. Desde criainança gostei de ter um gato em casa. Porém não tenho muita sorte com eles. Não duram muito comigo; ou ficam doentes, ou são mortos por vizinhos maldososou simplesmente morrem. Quando me casei tinhamos um gato preto angorá de nome Butche. Ele era lindo! meigo, bricalhão, mas, como todo gato notívago andava pelos telhados dos vizinhos a miar. Um desses vizinhos, incomodado com isso,deu veneno para o meu bichinho. Depois desse tivemos muitos outros gatos. Em Jau, tinhamos o Marelo, gato manso, peludo emuito querido pelos meus netos que eram pequenos ainda. Também foi envenenado e o encontramos morto numa das esquinas do nosso bairro. Quando morávamos na casa do dr. Maranho, em Jau mesmo tinhamos a Tirica, gatinha sapeca e seu irmão o Marelo (outro0 com o mesmo nome. Tirica deu cria de 4 ou 5 gatinhosNão me recordo bem). Ela pegava os filhotes pelo pescoço e os trazia para as camas do quarto. Como eram muitos gatos a tratar, despachamos alguns para outra pessoas. Em Barra Bonita, ganhamos um gato branco, também lanudo que Gabriela -minha neta- batizou com o nome de Dito. Dito viveu pouco tempo conosco, apenas uns oito anos. Ele gostava de caçar passarinhos, subir nas árvores que tinhamos no quintal e brincar com nossos cães. Pobrezinho! Ao mudarmos da Barra para cá em Limeira, ele estranhou demais a nova casa. Já não podia subir no muro e em arvores, porque aqui não temos, já não caçava passarinhos ,foi ficando triste e estressado. Coitado do Dito! a saudade de tudo o que ele desfrutava antes foi fazendo com que ele definhasse pouco a pouco. Emagreceu, não se alimentava direito e quando o levamos á veterinária, ele estava com anemia profunda. Com grande e enorme tristeza perdemos mais um de nossos felinos. Hoje só temos a Cler conosco. É uma cadelinha,negra da raça Dachaund. Espero que ela ainda viva bastante porque a casa sem animais fica muito triste.
quinta-feira, 5 de março de 2009
MÉDICOS e médicos...
Estou na terceira idade e como tal n,a fase de procurar mais pelos profissionais que optaram pela medicina : a arte de curar e amenizar as dores das pessoas. Nestas andanças atrás destes profissionais tenho notado que nem sempre aqueles que optaram por essa nobre carreira , a exercem como deveria ser: dedicação e respeito aos que os procuram . Dai o titulo da mensagem. Há médicos que enobrecem a profissão: ouvem atentamente as queixas do doente, são carinhosos na maneira de falar, enfim , fazem com que saiamos do consultório confiantes e com a certeza de que esse será o melhor tratamento. Esses merecem realmente todos os louvores, seu titulo não é um mero dr , seu diploma não é apenas um papel colocado num quadro na parede. A estes , devemos nos inclinar com todo respeito e gratidão . Infelizmente uma pequena parcela desmerece totalmente ser chamado de médico.Apresentam-se como se estivessem sentados num trono, qual nobres e nos tratam muitas vezes com desdém. De cabeça baixa, dispõem-se apenas a subscritar receitas e " o doente que se dane",isso é o máximo que fazem. Seu tempo é precioso, atende o telefonema de amigos com calma, porém o paciente tem de ser despachado porque não há tempo a perder. Se voce não seguir a risca o seu receituário, não apareça mais lá. O nome dele não pode ficar maculado pelo desacerto do tratamento. Pobres médicos, terão cada vez menos pacientes em seu consultório....Sim, porque quem vai uma vez, não volta mais, além de ter seu nome numa "lista negra". Este meu desabafo tem causa própria, passamos por isto recentemente e também nossos familiares. Um médico de verdade, na verdadeira acepção da palavra, com letras maiúsculas trata não só o corpo, mas também a alma. É a medicina psicosomática! Somente ela surte o efeito desejado. Receitar apenas qualquer entendido em medicação faz, não é preciso do dr. O bom profissional vai sempre ouvir :Obrigado doutor! ao fechar -se a porta de sua sala de consultas.
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