sexta-feira, 31 de outubro de 2008
ESSA TAL FELICIDADE...
Polissílaba, paroxítona, está sempre nos lábios de jovens, adultos e os mais vivídos. Todos a buscam incessantemente, quer nas pequenas coisas ou n os grandes empreedimentos. É como uma fada fugidia, que se esgueira por entre as dobras do tempo, ela é fugaz e passageira, quando a usufruimos é sempre rápida. Está em quase todas as fases da nossa vida. Porém é mais forte, mais perceptível na juventude, em que os sonhos coloridos arrebatam os enamorados. Abrimos a janela do coração à espera dessa bela dama, em noites de lua cheia e céu estrelado, no alvorecer à beira mar, no alto das montanhas onde o ar é purificado, no silêncio de uma prece..Quem não a deseja? quem não a quer a seu lado? Todavia, nem todos conseguem dete-la pois muitos a buscam erroneamente. Uns a confundem com a riqueza em demasia, outros com a cobiça e o poder, outros tantos calcando seus irmãos fazendo-os sofrer. Pobres e tolos! Não sabem que ela se encontra na maioria das vezes nas coisas mais simples e humildes da vida. Quanta felicidade nos traz um olhar agradecido de um ancião que recebe nosso agrado: ou talvez um sorriso alegre de uma criança abandonada a quem damos a mão . Está também no gesto anônimo daquele que ajuda a seu irmão necessitado. A verdade é que nunca está na grandiosidade ou na ostentação. Procurem-na no mais humilde dos seres, na mais singela e delicada flor, na chuva benfazeja que dessedenta a terra ressequida. Dama perfumada e desejada, voce existe, está por ai, basta saber encontrá-la!
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
O BEM QUE ELA .NOS PROPORCIONA..
Eu era uma pequenina e indefesa sementinha. Umdia quando a terra estava fofa conseguime ajeitar dentro dela. Que alívio, agora eu estou segura, pensei. Fui me alimentando com os nutrientes da mãe terra e ganhei forças para sair. Já não era mais insegura: um talinho verde começava a surgir e com ele brotinhos que, rápidamente ganhavam o espaço azul. de repente notei que meu corpo tomava formas eu era um pequeno arbusto. E o tempo foi passando... Chuvas vieram saciando a minha sede, rajadas de veto sacudiam meus galhos, porem não conseguiam me derrubar. Minhas fortes raizes estavam fincadas fundo no solo. E o tempo foi passando... Hoje já sou uma bela àrvore! Meus galhos cobertoso de folhas verdes e tenras se abrem como braços ao céu . Sob a minha copa frondosa as avezinhas vem pousar para o seu descanso noturno , sob a minha sombra acolhedora os vaijantes descansam depois de longa caminhada. Sou muito feliz porque posso ajudar a tanta gente ! Sinto-me útil em poder ajudar com disposição aos que me procuram. Porém , o tempo implacável foi passando.... Veio o inverno rigoroso e com ele os ventos impetuosos. Meus galhos balançam vigorosamente e com a idade não sei se vou suportá-los. E o inverno se foi. Já posso ficar mais tranquila, mas o que é aquilo que estou vendo? Parece uma grande serra, e vem vindo para cá. Oh! não pode ser! É uma moto serra! Estou sentindo que me partem ao meio: a serra vai zunindo e retirando todo o meu interior. Já não estou conseguindo me suster em pé . Acabou... é o fim...
terça-feira, 28 de outubro de 2008
POR FAVOR NÃO DEIXE QUE ELA SE VÁ...."
Folheando as páginas de uma revista, encontrei um belo recado do notável poeta chileno Pablo Neruda. Ele diz: A criança que não brinca não é uma criança, mas o homem que não brinca perdeupara sempre a criança que vivia dentro dele e que lhe fará muita falta". Esta sábia citação, me fez refletir em quão pobre se torna o sêr que já não é capaz de sentir alegria e rir bastante como o fazem as crianças. Para elas tudo é festa! Nada as incomoda a não ser quando tem que obedecer contra a vontade. Mas com jeitinho, a gente pode contornar a situação e tudo fica bem. Uma criança, traz dentro de si o sol da alegria, a luz da ingenuidade,o brilho rutilante das estrelas no olhar de cada uma´`E a fase da vida onde as impressões do dia a dia são gravadas e guardadas no cofre da memória. Só sairão de lá e nos farão sorrir ou chorar, com o passar dos anos. Seja jovem, maduro ou envelhecido pela idade, jamais devemos esquecer de gargalhar quando for preciso ,se enternecer com um olhar infantil, brin car e deitar no chão com os . pequeninos. Muita gente tem vergonha ou acanhamento em escancarar a janela da alma e permitir que a criança possa sair quando necessário. È preciso extravazar os sentimentos,deixar que aflorem de dentro toda asimplicidade e contentamento que vai na alma. Imitemos os pequeninos, eles são de uma doce ingenuidade e cativante doçura! Ah! quem me dera voltar ao menos por algumas horas àquela fase encantada.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
A DURÍSSIMA BATALHA....
A gente foge, se esconde, atrasa , dá explicações descabidas , mas lá no fundo , no âmago , sempre soube que o caminho era este mesmo. Agora não há mais desculpas, já começamos a dura e árdua batalha. è uma batalha de titãs, onde a vontade eo cérebro teem que estar alertas em cada segundo. São setenta e quatro anos onde por escapadelas e escoderijos nos escondemos inutilmente. Sabiámos desde longa data que o caminho seria este e vamos em frente! Nossas armas também são poderosas, o inimigo é cruel e procura durante as vinte e quatro horas do dia nos atacar de improviso. Ficaremos alerta! não vamos deixar que ele nos vença e derrube. Queremos e vamos dominá-lo, tenho certeza e para isso usaremos de grande força de vontade Essa força estava latente mas, foi aflorada agora e com o direcionamento dela ao ataque iremos vencer.
Não será fácil bem sei, muitas vezes o desanimo estará rondando e tentando nos enfraquecer. Leituras apropriadas , nos darão o apoio e retaguarda para essa guerra. Há um longo e dificílimo caminho a percorrer, porém com calma e decisão, chegaremos a reta final e nessa hora , haveremos de sentir o prazer da vitória. Espero ter a colaboração de meus queridos entes que certamente me apoiarão e darão aquela ajuda quando eu necessitar. A bandeira que carregarei o tempo todo terá como inscrição: SOU CAPAZ , PORTANTO , HEI DE VENCER!!!.
Não será fácil bem sei, muitas vezes o desanimo estará rondando e tentando nos enfraquecer. Leituras apropriadas , nos darão o apoio e retaguarda para essa guerra. Há um longo e dificílimo caminho a percorrer, porém com calma e decisão, chegaremos a reta final e nessa hora , haveremos de sentir o prazer da vitória. Espero ter a colaboração de meus queridos entes que certamente me apoiarão e darão aquela ajuda quando eu necessitar. A bandeira que carregarei o tempo todo terá como inscrição: SOU CAPAZ , PORTANTO , HEI DE VENCER!!!.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
ONDE VAMOS PARAR?
Recebi o exemplar do jornal dos professores, na primeira página, fotos e reportagens de agressões contra professores. São agressões físicas , em pessoas de idade feitas por alunos jovens que talvez nunca se deram conta do valor de um mestre. Carros queimados, professora com a perna queimada por cola que foi passada na sua cadeira . Pai de adolescente que agrediu diretor com capacete ,deslocando a retina do mesmo . Pergunto: ONDE VAMOS PARAR? Qual é o motivo de tanta violência e vandalismo? será que esses alunos não tem pais que foram alfabetizados? Afinal eles deveriam mostrar aos filhos que um mestre é o responsável por sua educação , sem mestres onde fica o progresso de uma nação? Todos os homens que estão em cargos importantes, na chefia de empresas, na direção de universidades, enfim, todos eles foram dependentes de um mestre em suas vidas. O que faremos quando escassear essa profissão?Já sabemos que muito poucos se habilitam a abraçar tal carreira. A coisa chegou a um ponto tal, que ninguém mais respeita essa valorosa classe. Antigamente, e ponha tempo nisso, naquela bela fase em que um mestre tinha grande domínio sobre sua classe, onde seus alunos absorviam suas palavras , quando alunos pediam licença para falar, quando as carteiras ficavam alinhadas e todos sentados educadamente, nesse tempo tão distante , o mestre desenvolvia o seu trabalho e sentia os frutos do mesmo.Hoje, não se conhece mais quem vai a escola para aprender ou quem vai para causar vandalismos.Porque chegamos a esta situação? De quem é a culpa? dos pais que já não se preocupam mais com a educação dos filhos? do governo que não paga o justo salário ao professor? da sociedade que fecha os olhos para tão grave problema? Não sei qual seria a solução. Um hora, que não está distante as escolas vão desaparecer. Quem educará e alfabetizará? Não sei. Senhores governantes: tomem providências urgentíssimas, a situação é crítica e merece uma solução imediata!
domingo, 19 de outubro de 2008
UM DIA DE DOMINGO
Hoje amanheceu nublado. O sol tão desejado e esperado, ficou escondidoatrá sde densas nuvens e não mostrou a sua tão familiar claridade. Parece que a natureza compartilhava com a imensa tristeza de mãe Cristina. Ela está desesperançada, arrancaran-lhe uma parte das entranhas, e da alma.A querida filhinha, a doce Eloá´, já não faz parte da familia. Foi brutalmente sacrificada e agora está em outra dimensão. Já não terá mais apresença da filha amada. Os dias terriveis que antecederam este desfecho doloroso foram de angústia e sofrimentos para os pais e também para toda a sociedade ,que acompanhavaesta malfadada estória de amor.Amor? podemos chamar isto de amor? Certamente que não. É pura obsessão, sentimento egoista, que faz o cérebro maquinar idéias hediondas.Eloá pagou com a vida por não aceitar a convivência com o ex namorado. Foi negado a ela, o direito legitimo de escolher o melhor para si. Nesta hora, quando a morte chega e arrebata um ente querido, nada nem ninguém consegue amenizar a dor de quem fica. Nossos ouvidos ficam surdos, os olhos embaçam e o corpo ficaentorpecido pela dor. O normal e natural, seria os filhos enterrarem os pais, o inverso é cruel,muito cruel! Mãe Cristina (permita-me chamá-la assim) saiba que não está só em sua dor. Todos nós em sua imensa maioria, sofremos com voces, durante estas cento e tantas horas. Que as preces de muitos e o conforto de Deus nosso Pai , lhe deem um pouco de paz ao coração. (Dedicado a os familiares de Eloá)
sábado, 18 de outubro de 2008
Naqueles Tempos de outrora...
Bons tempos aqueles! a vida calma, de uma cidadezinha dos meus tempos de criança. Ruas de terra batida, onde a noite nos reuniamos para jogar bola, brincar de "passa anel", senhora dona Sancha, ciranda cirandinha, e tantas outras brincadeiras que faziam a nossa alegria. Era sempre após o jantar, a criançada da rua se reunia e em frente da nossa casa brincávamos até ouvir o inconfundível assobio de seu Mário(meu saudoso pai). Era a aviso de que estava na hora de entrar ! e assim eram aquelas memoráveis brincadeiras de roda .Quando chovia, sentávamos nas cadeiras do terraço e com as nossas bonecas no colo, brincávamos de mamãe~e zelosas.Também havia dias em que a gente fazia casinha no quintal:arrumav´amos caminhas ,cadeirinhas, mesas tudo feito com caixinhas de fósforo, recobertas com papel. Ah, não posso me esquecer que também havia um quintalzinho nas casas . A cerquinha feita com palitinhos de fósforos que a gente pegava as escondidas no fogão de minha mãe.Dentro do cercado arrumávamos boizinhos feitos com goiabinhas verdes com pés e chifres de palitinhos . Que bons tempos aqueles! ficávamos entretidas durante horas, até que mamãe nos chamasse. Hoje tudo mudou: as crianças na sua grande maioria não conhecem essas delicias, tudo vem pronto para elas, brinquedos ,jogos, é a era da eletrônica. Quanto mais a idade vem chegando eu me convenço de que na simplicidade e que reside o verdadeiro prazer da vida. Quem dera pudesse voltar as páginas do tempo e reviver aquela fase inesquecível!
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
CLAIR VOCE É DEMAIS...
Negra, tiçãozinho, olhinhos meigos que me fitam sem piscar. Essa é a nossa Clair! é a canita mais inteligente que tivemos até hoje. Bem: na verdade ela não nos pertence de fato, é da Gabe:nossa querida neta, como ela não tem condições de ficar com a Clair ,pois mora em apartamento, deixou-a conosco. Clair tem a sua casinha ,mas não gosta muito de ficar lá, prefere mais uma cesta onde fica bem aconchegada e dorme tranquila. Existem coisas que ela não suporta: enfeites na cabeça, após o banho: barulho de rojóes ou avião passando pelos céus: agasalho para o frio. Porém ela adora tomar seu banho, fazer festas quando chegam meus netos, deitar -se perto da gente na sala e comer. Ah, como come essa negrita! è preciso policiá-la ,pois senão ela come o dia todo. Já deu uma cria,mas agora está mais tranquila, a idade já não permite a maternidade. Ela me entende por gestos e pelo olhar, não é preciso ralhar com ela ,quando tem que sair para fora de casa. Basta levantar o dedo e indicar a porta ,que ela sai e vai para a sua cestinha. Coisinha fofa, voce é a alegria de nossa casa. Clair =claridade, luz, clarão, voce é a negra mais alva que conheço. Meiga, dócil, obediente , cadelinha amada e paparicada por todos nós. E depois tem gente que diz e afirma que os animais não tem alma. Como não? Só não possuem o dom da fala mas não é preciso com lambidas e com abanar de rabinho eles conversam conosco. Clair, voce é demais!
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
COMEÇARIA TUDO OUTRA VEZ
A normalista recebe o seu diploma e sai com mil e uma idéias na cabeça.Irá agora iniciar um longo trabalho , ela ainda está tateando na profissão, mas sabe que terá pela frente uma longa jornada. De repente vê-se à frente de olhinhos muito vivos, curiosos, onde ela está no comando dessascriaturinhas. A responsabilidade é grande! O canteiro está formado, as sementinhas que serão semeadas produzirão frutos e flores. Essas pequenas crituras , observarão atentamente todos os seus gestos, palavras e conselhos. É preciso ter cautela e escolher bem o que será ensinado. E assim vão passando os dias, meses e anos. O trabalho de formação de mentes é muito dignificante, porém é bastante àrduo. Mas nada se compara ao prazer infinito de ver aquela criança pequenina abrir sua cartilha e ler as lições aprendidas. O trabalho do professor é tão digno, tão merecedor de elogios, quanto qualquer profissional. Nos meus saudosos tempos de "psora" ou "tia"a gente era melhor considerada. Hoje as coisas mudaram! e como mudaram. Já não se respeita a figura do mestre que muitas vezes, ou na maioria delas, sai de casa de manhãzinha e só volta à noite para ganhar seu mísero salário. Porém, as compensa ções morais são muito grandes e nada como deitar a cabeça no travesseiro e saber que o dever foi cumprido. Não há o que lamentar , o sono é leve! Agradeço todos os dias pelos meus tempos de professora. Como foi bom sentir a alegria dos meus alunos ao me verem entrando em sala para o trabalho de cada dia. Em cada rostinho a satisfaçõa porque aprendeu um a nova lição, nos dias de festividades o empenho de cada um para fazer o melhor:enfeitando a classe, decorando textos ou poesias, ajudando os coleguinhas mais atrasados nas tarefas. Não posso reclamar , só tenho a agradecer porque meu trabalho rendeu belos frutos. Até hoje me lembro deles. É por isso tudo que relembrando Gonzaguinha vivo a cantarolar: "começaria tudo outra vez, se preciso fosse".....
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
TARDE DEMAIS...(Oswaldo França Junior)
...Meu filho foi embora e eu não o conheci.Acostumei-me com ele em casa e me esqueci de conhecê-lo.Agora que sua ausência me pesa e dói,é que noto como era necessário tê-lo conhecido.Lembro dele. Lembro-me em poucas ocasiões.Um dia, na sala, ele me puxou pela barra do paletóe me fez examinar seu dedinho machucado.Fiz\ um exame rápido.De outra vez, me pediu qeu consertasse um brinquedo quebrado. Sou um homem de negócios, estava com pressa e não lhe dei atenção.Mas na volta do trabalho, trouxe-lhe um novo brinquedo.Na noite seguinte, ao chegar encontrei-odeitado dormindo, sobre o tapete da sala, agarradinho ao seu brinquedo velho.O novo estava em um canto, abandonado.E este meu filho ,uma noite, me chamou e pediu que ficasse com ele só um pouquinho.Mais uma vez neguei-me a atendê-lo.Eu não fiquei, mas deixei a babá com ele. Eu tinha um filho, mas agora não o tenho mais porque ele foi embora. E eu tristemente, não o conheci....... ..
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Os trabalhos da mão (Alfredo Bosi)
A mão arranca da terra a raiz e a erva, colhe da árvore o fruto, descasca-o,leva-o áboca. A mão apanha o objeto, remove-o,achega-o ao corpo, lança-o de si. A mão puxa e empurra, junta e espalha, arrocha e afrouxa, contrai e distende, enrola e desenrola, roça, toca, apalpa, acaricia, belisca, unha, aperta, esmurra; depois massageia o músculo dolorido. Faz levantar a voz, amaina o vozerio,impõe o silêncio. Saúda o amigo, balançando de leve ao lado da cabeça e, ao mesmo aceno ,estira o braço e diz adeus. Urge e manda parar. Traz ao mundo a criança, esgana o inimigo. Ensaboa a roupa,esfrega, torce, enxágua, estende-a ao sol, recolhe-a dos varais, desfaz-lhe as pregas, dobra-a, guarda-a. A mão prepara o alimento. Debulha o grão ,depela o legume, desfolha a verdura, descama o peixe, depena a ave e a desossa. Espreme até extrair o suco. Piloa de punho fechado, corta em quina,mistura, amassa, sova, espalma, enrola, amacia, unta, recobre, enfarinha,entrouxa, enforma, desenforma, polvilha, guarnece, afeita e serve.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Estórias que constroem...
Nos meus tempos de profissão como educadora, gostava de contar aos meus alunos estórias que iam construir com tijolinhos o car´ter deles para o futuro. Uma delas que me lembro é a seguinte: " Havia numa tribo indigena , um velho cacique, arqueado pelo peso da idade, cheio de cicatrizes de guerra. Certo dia, passava por ali um sacerdote que pediu ao chefe ,pousada por uma noite. Ele iria viajar no dia seguinte , estava muito cansado porque havia andado muitas léguas. Ao amanhecer ,bem cedinho o sacerdote levantou-se, e qual não foi a sua surpresa ao deparar com o velho cacique já em pé a trabalhar em uma rede. Os indios mais novos ainda não haviam levantado. Intrigado com tal cena o religioso arriscou uma pergunta: Já cedo estás na labuta ? és velho, poderias estar descansando em sua rede, porque não deixar o serviço para os mais jovens?O velho cacique continuando o seu trabalho respondeu: Se eu que sou o chefe não der o bom exemplo, logo todos ficarão deitados em suas redes , meu exemplo é muito importante ! Quem dera todos pudessem ser como este sábio índio que apesar de inculto tinha muita coisa boa para ensinar a sua tribo.
domingo, 12 de outubro de 2008
Rememorando....
Folheando as páginas amarelecidas pelo tempo, do velho e querido diário da memória, revejo aquela fase dourada de minha juventude. Oh! como são doces os sonhos, como nos sentimos princesas diante dos espelhos, flores coloridas a desabrochar no jardim da existência! É aquele tempo onde tudo se torna belo, perfumado, onde os sonhos juvenis embalam com suaves melodias o caminhar de nossa jornada. A vida é um eterno sonhar, um eterno esperar por um pricipe encantado que venha nos arrebatar em um alvo corcel. Tudo é mágico nesta fase da vida! Vamos folheando as páginas e nos deparamos com outras etapas onde somos envolvidas pelo turbilhão do tempo . Ele não pára! segue no ritmo alucinante das horas que escoam como a areia da ampulheta! Revejo a fase onde já compartilho a vida com meu companheiro de tantas e tantas jornadas! Foram bem difíceis e complicados esses tempos! Jovens, sonhadores, imaturos ,fomos nos lapidando , aparando as arestas e seguimos avida . Agora, já não somos dois, somos tres, e mais tarde quatro! Temos como responsabilidade a vida de duas criaturinhas que nos foram legadas, é mister guiá-las e protege-las pelos caminhos da vida. Nossos filhos, duas criaturinhas que dependiam totalmente de nós. E assim o tempo foi passando...Na velocidade das horas, hoje já são decorridos mais de meio século de vida em comum. As avezinhas , antes implumes, criaram asas fortes e alçaram seu voo a procura de seus companheiros. Já não somos mais quatro! Seis belos rebentos brotaram de suas uniões. Cinco belos e saudáveis rapazes e uma bela jovem são a riqueza maior de nossas vidas! Estamos a esperar.... quem sabe logo,logo, não esteja por ai ,mais um serzinho, a enfeitar o jardim de nossa existência? Tomara... que venha com as bençãos do céu ,tomara!
sábado, 11 de outubro de 2008
Idéias que me passam pela cabeça
Neste exato momento abro o meu blogger. Cá estou eu, procurando alguma coisa de bela, útil ou alegre para passar no espaço a mim reservado. A primeira idéia que me vem é como sou feliz, quanto tenho a agradecer, por todas as boas coisas que a vida me tem proporcionado. Tenho uma familia maravilhosa, filhos e netos saudáveis, um marido que tem estado comigo por esses 50 anos de matrimonio. Que mais eu posso desejar? Sou feliz e agradeço muito por essas dádivas divinas. Obrigada Senhor!
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