terça-feira, 30 de novembro de 2010
Recordações natalinas...
Estamos as vésperas do Natal, a fase encantada do mundo infantil ,da minha infancia tão distante no tempo,mas que permanece viva em minha mente. Como era gostoso esperar pelas festas natalinas! DFurante todo o ano o Natal ficava em nossa scabecinhas ,esperávamos ansiosamente por ele. Papai Noel era o simbolo dos presentes que chegavam nas lojas e os quaios iámos visitar nas exposições costumeiras daquela época. As lojas de brinquedos ,vazias deles durante todo o ano, se abarrotavam de bonecas,carrinhos , velocípedes,enfim um mundo de brinquedos que devorávamos com nossos olhos curiosos. E naquelas lojas havia um cheiro singular: as bonecas tinham um perfume diferente, os velocípedes exalavam um forte odor de borracha macia e nova. Oh! como era saborosa aquela visita! voltávamos para casa com a sensação de que nem precisava ganhar nada. Já tinhamos devorado tudo com nossos olhinhos curiosos e respirado aquele ar carregado de magia! Papai Noel,ficava na porta com seu famoso sininho,distribuindo balinhas e chamando a garotada para a visita tão aguardada. Como eram doces os nossos natais!Durante a espera da data os preparativos na casa eram armazenados:castanhas, nozes, doces, bolos, e tudo o que agente só poderia experimentar nessa época mesmo. Sim, porque não havia nada disso durante o ano. Ah! ia me esquecendo , das famosas cartinhas que escrevíamos pedindo o nosso presente. Papai,costumava trazer umas revistas onde havia fotos de bonecas e nós as escolhíamos. Tudo supervisionado por mamãe para que o preço delas fosse accessível a familia. Nas ruas o tilintar dos sininhos de natal, no ar,aquele aroma perfumado que só quem foi criança um dia podia sentir! Doces lembraças que agora com o passar da idade, a gente consegue fazer aflorar na mente. Não se tinha muitos brinquedos, mesmo porque a situação financeira não comportava, porém, o que ganhávamos era tão valioso que ninguém pode avaliar. E no dia de Natal, levantávamos cedinho, com nossas roupas novas e nossos brinquedos e todas as criançãs da rua, saiam nas portas para mostrar umas as outras o que havia recebido. Belos tempos, inesquecíveis na memória ! Hoje as nossas criançãs recebem presentes durante o ano todo... não sabem o sabor de sentir a espera do inesperado presente. Que pena ! foi-se a magia daquele tão ansiado momento!
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Ajudar é preciso...
Neste mundo conturbado em que vivemos quase sempre nos deparamos com ocasiões em que nosso espirito de solidariedade se faz presente. Estava eu fazendo meu jantar costumeiro ,quando a campainha tocou. Fui atender e do outro lado uma voz muito suave, se identificou: sou Fabiano, sou portador do virus da AIDs e estou pedindo sua colaboração . Tenho uma filhinha recem nascida que necessita do leite Nan : ele é muito caro,a lata custa vinte e oito reais. Tenho ajuda do Centro de Promoção Social da prefeitura,mas no momento não me deram esse apoio. Estou arrecadando nas casas e se voce puder me dar uma ajuda,qualquer que seja, agradeço muito. Aquelas palavras me comoveram e senti que nelas havia muita sinceridade. Um pai que sai pelas ruas em busca de ajuda para alimentar sua filhinha merece todo nosso apoio. Não tive duvidas: abri minha carteira e levei minha contribuição para aquele pai tão sofrido. Ao abrir a janelinha do portão deparei com um rosto jovem,porém as marcas do sofrimento, ali estavam estampadas. Ocorreu-me um pensamento que poderia não ser a verdadeira estória ,contudo meu coração me acalmou e novamente pensei: que significa para mim esta ajuda financeira? não vai me deixar mais pobre, não me fa´ra falta alguma. Todavia a alegria e o agradecimento daquele jovem pai ao receber meu óbolo tornou-me muito mais rica. Por isso nunca devemos deixar de ajudar, seja quem for: a vibração de agradecimento ,alimenta nosso ego e nos torna mais humanizados. Oxalá nos permita Deus que sempre e cada vez mais estendamos as mãos ao próximo necessitado de auxílio,seja ele de que espécie for: material ou espiritual. Nunca em nenhuma circunstancia questione o porque de seu ajutório, coloquemo-nos sempre no lugar daquele que a nós recorre. Só assim poderemos sentir o quão benéfico é o óbolo dado.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Um dia depois...
Ontem,casa cheia... vozes a ecoarem ,vários aparelhos ligados, risoa, sons familiares tão ansiosamente esperados, pois que nossa casa, sempre silenciosa, nos enche de alegria com a vinda de voces, meus queridos e amados netos . Juntamente com a presença de sua mãe,nossa querida filha ,que nos visita anualmente , ficamos esperançosos de que estes momentos nãose acabem ,permaneçam eternos.Mas, qual folhas levadas pelo vento ,eles se vão. E, fica apenas alembrança e os sons inconfudíveis daquela ruidosa alegria. Hoje , esta tarde cinzenta e fria faz com que mais e mais a saudade daquelas horas tão fugazes se tornem incompreensíveis. Porque tem de ser assim? tantas e tantas vezes me faço a mesma pergunta e não obtenho uma explicação plausível. Poderíamos estar sempre mais perto, poderíamos ser como tantas familias que se reunem com frequencia, nossos encontros são sempre em tão poucas ocasiões e se passam tão rápidamente. Quem sabe um dia... quem sabe? com as voltas que o mundo dá nos encontremos num mágico lugar ,onde não haja relógios a marcarem horas, nem obrigações a serem cumpridas. Contudo este utópico acontecimento nunca se dará . Infelizmente.... tristemente eu sei... ..
Assinar:
Postagens (Atom)