quarta-feira, 27 de maio de 2009

REX (MEU REI NEGRO)

Inda me lembro dele, apesar de tantos e tantos anos passados. Era da raça pastor alemão ,pelos negros, luzidios, olhos meigois a me fitar, meu companheiro de brincadeiras. Rolavámos pelo chão, em brincadeiras e algumas vezes era o meu cavalinho . Lembro-me de que amarrava em suas longas orelhas um laço de fita vermelha. E ele, ali ficava ,sentado sobre as patas a me olhar. Como gostava de meu cachorro! ele era meu amigão, companheiro de todas as horas. De uma tocante mansidaõ, era para nós o fiel guardador de nossa casa. Sempre atento ao menor barulho, se punha a latir ameaçadoramente.Morávamos na rua da Liberdade, e ao lado de cas ahavia uma lenhadora. Para quem não sabe, naquele tempo, não havia fogões à gás e todas as pessoas cozinhavam em fogões à lenha. Beirando nosso muro havia muitos tocos de lenha e não raro, à noite, pessoas ali pulavam, a fim de roubar a lenha. Rex ,latia sem parar, avisando que algo estranho estava acontecendo. Esses fatos se davam com frequêncianotadamente em altas horas quando todos estavam recolhidos ao leito. Talvez porque o latido de Rex fosse perturbador, um dia, pessoa maldosa atirou em nosso jardim um pedaço de carne com veneno em seu interior. Ao acordarmos na manhã notamos a ausencia de Rex no quintal. Quando o encontramos, estava caido junto ao portão ,morto. Foi a coisa mais triste de minha infância quando constatei que meu companheiro de todos os dias estava morto. Eu não podia comprender como alguém tivesse a coragem de tal maldade. Demorei muito a aceitar a perda de meu amigão. E hoje, após tantos anos, lembrei-me dele ao assistir um vídeo onde uma criança brincamuito com seu cão de estimação. Nunca me esqueci de voce, meu negro rei. Rex voce ,representou muito em minha infância!e

2 comentários:

Gabe Manzo disse...

ahhhh!! que lindo, vó..
chorei ao ler o texto, sempre lembro de vc falando dele, que ele era seu cavalinho!!
parabéns por escrever tão bem, vó!!
um beijao!!
Gabe

Ana disse...

Dna Janice,
Sempre tive medo de cachorros, até ganhar um de presente. Realmente acredito que ele é o melhor amigo do homem e nosso grande companheiro.
E é, sem dúvida, um absurdo o ponto que a maldade humana consegue chegar.
Uma pena a senhora ter passado por isso na infância. Mas, o que vale é saber que a senhora não perdeu o bom coração, mesmo com tanta maldade, e soube transmitir aos seus filhos e netos, o amor pelos animais (pelo menos à Gabe a senhora transmitiu!!)...só assim é possível diminuir a maldade no mundo- com amor!
Um beijo,
Ana